Dificuldade de Aprendizagem

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O senso comum acredita que a dificuldade de aprendizagem é fator diretamente do aluno, ou da escola ou da família, esse tipo de pensamento é ingênuo e desconcertante, pois o processo de aprendizagem não corre de forma isolada, existe todo um contexto com vários elementos para que o processo de aprendizagem venha a ser concluído.

A aprendizagem tem início quando a criança começa a desenvolver sua coordenação motora, busca interagir com o meio onde está inserida, assim esse processo dura toda a vida do indivíduo.

De acordo com Ross, (1989, p.17)

A aprendizagem é presumivelmente alguma coisa que induz a mente de uma pessoa, não sendo, pois, nada que possa aprontar. É um processo oculto, e não uma ação ostensiva. È preciso que se observe um determinado comportamento que requeira especialização ou conhecimento e, em seguida, registrar uma alteração positiva desse comportamento.

A aprendizagem é uma construção individual e interna, realizando-se num processo histórico, pessoal e social, dentro de um corpo investido de significação simbólica. As primeiras experiências, as primeiras relações e as primeiras percepções do mundo no qual foram inseridos serão significativas na construção do seu sistema cognitivo e afetivo e em seu desenvolvimento.

A aprendizagem geralmente é tomada como o simples ensino ou mero treinamento, geralmente baseado na quantidade de aulas por ano letivo, onde a qualidade parece não ter papel tão relevante, a nova LDB Lei de Diretrizes e Bases da educação instituiu o limite de duzentos dias letivos como o suficiente para que os conteúdos que julga necessário possam ser passados para os alunos pelo professor. O ambiente educacional como conhecemos não se modificou na mesma velocidade das novas perspectivas de mundo, pois é um ambiente doutrinador que muitas vezes pouco contribui na formação dos indivíduos. Para Demo (1998, p.79)

Aprender não é acabar com as dúvidas, mas conviver criativamente com elas. Por parte do professor não se trata de tirar duvidas, mas de fazer outras tantas, pois o professor que tira dúvidas coíbe o aluno de aprender, já que evita o saber de pensar. E quem sabe pensar não encontra coisas definidas, mas harmoniza-se com a imprecisão da realidade e da precariedade da ciência.

 

Os pais e professores que não conseguem encontrar essa característica do aprender sempre em seus alunos e filhos frequentemente buscam ajuda com os serviços de reeducadores e serviços psicológicos buscando minimizar e/ou eliminar as dificuldades apresentadas pelas crianças. O fator mais relevante nesse contexto é que poucos são os pais ou professores que percebem que os alunos estão sempre encontrando atividades mais prazerosas para realizarem.

E vale lembrar que fora do âmbito escolar continuamos com o nosso processo de ensino aprendizagem, aprendemos coisas novas todos os dias e passamos por desafios como dificuldades de aprendizagem. Ministrei aula em uma comunidade, onde mulheres queriam aprender como fazer brigadeiro para vender, uma atividade aparentemente simples, mas que era um desafios para algumas ela. E neste ambiente eu pude perceber que o processo ensino-aprendizagem é muito parecido como em uma escola de ensino regular.

É possível supor que atitudes de desatenção, de inquietação, e a falta de motivação ocorrem porque o que se fala na escola, através do professor, não é articulado com o que ele, aluno, conhece. É apenas um dado a mais para armazenar. Então, acontece a resistência ao aprender algo que não tem significado.

Neste contexto a psicopedagogia e a neuropedagogia vem servir como fator norteador. Para SCOZ (1992, p. 32) “A psicopedagogia, é uma ciência nova que estuda o processo de aprendizagem e as suas dificuldades”. O professor na visão do profissional de psicopedagogia deve agir como mediador do conhecimento, mas precisamente com uma visão de psicopedagogo. Ainda de acordo com Scoz (1992, p. 33) “o professor deverá cumprir com o seu papel de facilitador da aquisição de informações como mediador do processo ensino-aprendizagem e conduzir à aquisição de ideologias e conteúdos libertadores”.

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Por que ocorrem as dificuldades de aprendizagem?

A aprendizagem vem sendo motivo e tema de estudos científicos desde o século passado, embora tenha tomado maior espaço e relevância no meio acadêmico entre as décadas de 1950 e 1970. De acordo com os avanços que iam sendo obtidos com as pesquisas, diversos conceitos foram apresentados como uma tentativa de melhor explicar a aprendizagem e como se dá o seu processo de forma clara e concisa.

De acordo com Cássia (2003, p. 220):

Apesar de existir diferentes conceitos, todos eles concordam que a aprendizagem implica numa relação bilateral, ou seja, tem lados opostos e que se completam, e vai tanto da pessoa que ensina como da que aprende. Dessa forma, a aprendizagem é melhor definida como sendo um processo evolutivo, constante, e necessário que envolve um conjunto de modificações no comportamento do indivíduo, tanto a nível físico como biológico, e do ambiente no qual está inserido, onde todo esse processo emergirá sob a forma de novos comportamentos.

 

Sendo a aprendizagem um processo constituído por diversos fatores, é importante ressaltar que além do aspecto fisiológico referente ao aprender, como os processos neurais ocorridos no sistema nervoso, as funções psicodinâmicas do indivíduo necessitam apresentar certo equilíbrio, sob a forma de controle e integridade emocional para que ocorra a aprendizagem.

Entretanto, “o desenvolvimento harmonioso da aprendizagem representa um ideal, uma norma utópica, mais do que uma realidade. Dessa forma, o normal e o patológico na aprendizagem escolar, assim como no equilíbrio psicoafetivo, não podem ser considerados como dois estados distintos um do outro, separados com rigor por uma fronteira ou um grande fosso” (GUERRA E MARCELLI apud MÖOJEN, 2001).

Para Cássia (2003, p. 222), “Apesar de tudo o que foi escrito, é preciso que seja feito uma diferenciação entre o que é dificuldade de aprendizagem e o que é um quadro de transtorno de aprendizagem”. A dificuldade muitas vezes não é de ordem fisiológica, podendo ser relacionado à falta de motivação para aprender algo novo, e que o aprendiz julga importante e ao mesmo tempo desafiador para si mesmo.

Muitas crianças em fase escolar apresentam certas dificuldades em realizar uma tarefa, que podem surgir por diversos motivos, como problemas na proposta pedagógica, capacitação do professor, problemas familiares ou déficits cognitivos, entre outros. A presença de uma dificuldade de aprendizagem não implica necessariamente em um transtorno, que se traduz por um conjunto de sinais sintomatológicos que provocam uma série de perturbações no aprender da criança, interferindo no processo de aquisição e manutenção de informações de uma forma acentuada.

Por que ocorrem as dificuldades de aprendizagem?

As dificuldades de aprendizagem podem ocorrer por diversos fatores, podendo ser motores, afetivos, intelectuais, psicológicos, ou falta de motivação, já os transtornos de aprendizagem são fatores neurais, motores, genéticos e outros que devem ser investigado de forma mais intensificada.

O que pode ser diagnosticado a grosso modo no processo de observação entre os alunos das escolas públicas é, principalmente, o fato destas crianças não terem a disponibilidade de material didático que fomente o conhecimento, ou ainda atividades que venha a motivar essas crianças para aprender, e muitas vezes o espaço físico da escola também não contribui para tanto. Outro fator relevante é o caso da alimentação que muitas vezes é precária e compromete significativamente o desempenho do educando. E, muitas vezes, toda esta situação ainda se agrava por conta do ambiente familiar desajustado e inseguro.

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Como fazer o diagnóstico de crianças com dificuldade de aprendizagem?

O diagnóstico preciso é fundamental para que a criança receba o tratamento adequado ao seu problema e não fazer apenas análises clínicas que podem comprometer ainda mais o seu desempenho e garantir ao invés de sucesso o fracasso escolar. O que se observa ainda é que muitas vezes o profissional que acompanha a criança tem dificuldades de realizar adequadamente o diagnóstico por diversos fatores, e então passa a trabalhar em cima de suposições. O resultado é que a criança passa muitas vezes a ser rotulado pelos colegas e até mesmo por professores, sofrendo bullying, muitas vezes afetando a autoestima e outros problemas recorrentes que diminui sua probabilidade de sucesso. Autoestima essa que é peça fundamental no processo de ensino-aprendizagem.

Veja esse vídeo sobre bullying:

Toda esta problemática causa transtornos emocionais, ansiedade, condutas desordenadas e mais insucesso ainda, tornando um processo cíclico e cada vez mais difícil de chegar a uma solução.

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O ambiente físico escolar é de importância relevante não somente pela estética, mas ninguém se motiva, nem gosta de frequentar lugares feios e mal tratados, Freire lembra ainda que o espaço físico é correspondente a primeira “Leitura de mundo” que o aluno tem contato fora do ambiente familiar. As práticas pedagógicas são na verdade precursoras das práticas políticas devido ao fato de que, a partir do momento de que se tem uma leitura de mundo mais ampla, desenvolve-se a capacidade de crítica e de leitura e alonga-se a inteligência e percepção de mundo.

A percepção que se tem de mundo interfere na percepção da palavra, porém não poderá fornecer a continuidade da mesma leitura de mundo após a aquisição de novas informações adquiridas com a leitura, pois tanto a linguagem quanto a realidade se aprendem e se completam de forma dinâmica e progressiva.

Nenhuma mudança fundamental acontece gratuitamente, sem esforços, sem luta e sem conflito. Aí está também a dimensão política do ato educativo. Daí a necessidade do Projeto Político Pedagógico – PPP, processo no qual se registram tais demandas, criando movimentos favoráveis ao alcance das mudanças desejadas. Necessidades e desejos que mobilizam a ação e o desenvolvimento de processos profundamente pedagógicos.

Levando-se em consideração que “ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria” (FREIRE, 1997, p.160). Falando-se freirianamente a composição de eventos festivos na escola implica em incorporar a informalidade no currículo escolar. A busca pela articulação plena da escola esclarecida pela ótica de Paulo Freire é assim:

Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não posso ser professor a favor simplesmente do Homem ou da Humanidade, frase de uma vacuidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa. Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da lista constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura. Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo (FREIRE, 1996, p.115).

As escolas precisam de autonomia…

As escolas precisam antes de tudo de autonomia, essa autonomia vai servir para fazer um diagnóstico preciso do que se tem de diferente no ambiente escolar, e o que precisa ser adaptado para que se possa atingir os objetivos que a escola tem. A escola aprendente tem como objetivo a formação do individuo que aprende, que busca o conhecimento de forma prazerosa a partir daí os alunos vão começar a se sentirem motivados para descobrir novidades e descobrir que aprender é tão bom quanto brincar, sendo que para tanto o próprio ambiente escolar deve estimular essa atividade.

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Em relação às crianças que apresentam dificuldades, já diagnosticadas ou não, seria mais adequado se recebessem tarefas simples o bastante para que tenham sucesso, mas desafiadoras o suficiente para que ele se mantenha estimulado, interessado, e com isso cada vez também mais motivado.

Porém sabe-se que as responsabilidades que envolvem o processo de ensino aprendizagem não devem ser apenas do professor e da escola, é preciso envolver, família e sociedade no processo como um todo.

A escola cidadã tem como meta incluir todos os envolvidos no processo educacional direta ou indiretamente para dinamizar o processo de aprendizagem de forma eficiente.

Assim, alerta Durkheim (1978, p.48)

Se a sociedade não estiver sempre presente e vigilante, para obrigar a exercer-se em sentido social, essa se porá a serviço de interesses particulares e a grande alma da pátria se dividirá, esfalecendo-se numa multidão incoerente de pequenas almas fragmentárias, em conflito uma com as outras. Nada pode ser mais contraditório ao objetivo fundamental de toda a educação.

 

Os indivíduos com problemas de aprendizagem são pessoas que se auto proclamam como menos competentes, frente às atividades diárias em geral e não somente sobre as atividades escolares. Dessa forma, o impacto das dificuldades de aprendizagem ultrapassa os limites da escola, envolvendo a família e toda a sociedade em processo complexo.

Estimular a criança a aprender é uma forma de captar estímulos, se essa criança não consegue responder de forma satisfatória aos estímulos ai sim ela deve passar por diagnóstico mais preciso para identificar fatores que causam o transtorno ou dificuldade de aprendizagem.

Descobrir os fatores causadores e eliminar é fundamental para um bom desempenho pessoal do individuo, pois o fator aprendizagem deve fazer parte da vida do indivíduo constantemente. Assim, um dos pilares da educação que é a questão do aprender a aprender passa a ser melhor trabalhado em toda a sua plenitude.

De acordo com Barreto (2005, p.56) 

O aprender a conhecer significa a aprendizagem do conhecimento cientifico e cultural que nos ajudam a distinguir o que é real e o que é ilusório, e ater um acesso inteligente aos saberes da nossa época. Afinal o ser humano não vive sem o saber. Nesse contexto o espírito cientifico, como uma aquisição fundamental da aventura humana, é indispensável. Aprender a conhecer também significa ser capaz de estabelecer pontes entre os diferentes saberes.

 

GRATIDÃO À VIOLÊNCIA COLETIVA

Eu queria não me conectar com essa dor. Queria fazer de conta que isso não existiu. Queria apagar isso da nossa memória e da nossa história…

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Mas não…

Nós não podemos fazer de conta que não estamos vendo.

Não podemos fazer de conta que não é conosco.

Não podemos deixar a tela rolar e escolher aquilo que queremos ver.

O que mais me deixa indignada, além do ato em si. É como esses seres hediondos puderam compactuar com uma agressão desse nível, coletivamente, quer dizer, todos concordaram. Nenhum, nenhum foi capaz de pedir pra parar, de impedir, de socorrer…

Maria (nome fictício) foi abusada por 30 homens. Mas Maria, infelizmente, não é mais ou menos vítima do que uma criança que foi abusada por apenas uma pessoa.

Maria foi usada, porque nós não queríamos ver o que estava acontecendo. O que sempre aconteceu…

Nós só queríamos ver a tocha passar e a presidente sair.

Nós só queríamos ver quantas curtidas recebemos na nossa nova selfie.

Nós só queríamos ver o que os políticos roubaram ou deixaram de roubar.

Nós só queríamos saber se vai dar pra comprar o novo celular da maçã.

Nós só queríamos ver se foi liberado o uso da maconha.

Nós só queríamos ver as piadas do Zapzap.

Nós só queríamos ver e sorrir das brigas de ego, da direita e da esquerda.

Nós só queríamos ver o nosso time ganhar.

Nós só queríamos assistir as merdas da Casa mais Vigiada do Brasil.

Nós só queríamos ver se ainda vamos ter Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida.

Nós só queríamos ver o circo pegando fogo na TV Senado, cheio de palhaços.

Pior de tudo é que talvez, os 30 não paguem pelo que fizeram, é realmente triste e irremediável. E ainda que cada um deles pague. Eles não sabem o tamanho da desordem que criaram para seus próprios descendentes. Eles não criaram apenas, a vítima Maria, criaram centenas e centenas de outras vítimas também.

Talvez naquele momento eles se esqueceram que tinham pais, e tinham filhos e filhas, que alguns deles tinham esposas e irmãs. Alguns, os que sobreviverem, talvez tenham netos e netas e esse mal perdurará agora por muito e muito tempo. Sabemos como eles vão pagar pelo que fizeram… Mas isso não resolve muita coisa… infelizmente.

O problema é que, se olharmos de um modo sistêmico seus descendentes também pagarão. Seja repetindo o mesmo ato, seja se prostituindo, ou entregando seu corpo, seja tendo fobias de homem ou sexo, tudo para honrar Maria. Claro que isso tudo a nível inconsciente, ou não.

Nós estamos todos estarrecidos. Mas precisamos acordar para o fato de que isso acontece todos os dias do mês. São em média 13 estupros por dia, isso sem contar aqueles que não são revelados. E nós simplesmente não estávamos vendo. Maria foi usada pelo sistema, para chamar a nossa atenção para isso. Ela foi abusada por 30 e isso infelizmente acontece todos os dias, de todos meses, com tantas outras vítimas, meninos, meninas, mulheres e homens também… E é para isso que devemos olhar.

Sou contra a pena de morte, pelo simples fato de que um outro alguém seria obrigado a cometer esse ato, mesmo que não estivesse de acordo. E isso agravaria ainda mais a situação de seu sistema, e do todo também. Traria mais sofrimento, violência e não seria essa definitivamente a solução… Criaria mais assassinos, que se tornariam pais assassinos e avôs assassinos. Voltaríamos então aos tempos de guerra, onde os descendentes pagam até hoje pelos atos cometidos por seus pais…

O que nós podemos fazer por Maria? Talvez não muito… Não tem muito o que fazer. A não ser orar praticar a oração ho’oponopono. E pedir a Deus que acolha a sua dor e a dor da sua alma. Podemos acreditar que ela possa fazer algo com a vida que lhe restou. Podemos ser gratos a ela, pelo ocorrido. Sim, GRATIDÃO é a palavra. Pois tudo no sistema acontece por amor. Não é à toa que hoje existem grandes protestos nas ruas, a pena foi alterada de 15 para 25 anos de prisão, todo o Mundo parou para olhar para algo que acontece em todo o MUNDO.

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GRATIDÃO porque agora, podemos mudar essa história, podemos evitar que isso continue a acontecer. Podemos agora olhar e dizer à Maria e cada uma das vítimas… dos 30 dias… de cada mês… Agora NÓS VEMOS VOCÊS.

Objetivos da educação

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A história do homem é marcada pela busca do conhecimento, nesta busca a melhoria da qualidade de vida é fundamental, a escola neste contexto implica em formar indivíduos capacitados para interagir com o mundo de forma critica e atuante, assim a escola tem a função de formar cidadãos capacitados para interagir no mundo em que vivem.

A principal função da educação é promover mudanças permanentes nos indivíduos de forma que, estas venham favorecer o desenvolvimento integral do homem na sociedade. Dessa forma, se faz necessário que valores éticos, cidadania e valores do próprio aluno, sejam inseridos no processo de aprendizagem para que o próprio aprendiz se sinta seguro para expressar sentimentos compará-los e superá-los.

Partindo do principio que a educação tem como finalidade promover mudanças permanentes nos indivíduos, se faz necessário que a mesma possa atingir a vida das pessoas e da coletividade, visando seu desenvolvimento biológico psicológico, social e econômico.

Por isso, entender o indivíduo em vários aspectos é de grande relevância para a garantia da qualidade de vida e saúde, bem como a superação das dificuldades. A motivação para a realização desse estudo é contribuir para o entendimento da psicologia positiva no processo de ensino e aprendizagem, e na superação das dificuldades nesse processo. Colaborando dessa forma, para a comunidade acadêmica e para a sociedade em geral com informações sobre a psicologia positiva e sua importância para a educação de qualidade.

 

Dificuldades de aprendizagem?

Estou fazendo uma pesquisa e o meu desejo é: Investigar como a Psicologia Positiva pode ajudar aqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem. Como objetivos específicos têm: descrever os principais tipos de dificuldades de aprendizagem, relatando as possíveis intervenções de acordo com o fundamento da Psicologia Positiva, para auxiliar a família, orientador, escola e o aluno com dificuldade, analisar o referencial teórico da Psicologia Positiva, observando quais princípios desta psicologia poderiam auxiliar o professor no seu trabalho com pessoas que apresentam dificuldades de aprendizagem, e ainda, identificar como o Bem Estar Subjetivo proposto pela Psicologia Positiva pode contribuir com o processo de ensino-aprendizagem.

Para a realizar esta estudo estou fazendo uma pesquisa descritiva e exploratória com revisão sistemática de literatura. De um modo geral, a revisão sistemática da literatura tem início com a definição adequada da questão que se pretende investigar que é o problema. Trata-se de uma fase aparentemente simples, mas que é o mais relevante do trabalho a ser desenvolvido, pois é onde se pretende chegar, o processo de resolução do problema só será satisfatório se a questão for apropriadamente definida.

Vale ressaltar que o uso da psicologia positiva se dá em qualquer ambiente, por exemplo estou fazendo um trabalho para uma comunidade, onde mulheres se uniram para aprender um novo ofício: como fazer brigadeiro para vender. E usamos dos conhecimentos da PP para orientar e ajudar essas pessoas.

Estou realizando um estudo bibliográfico e documental. O estudo tem ainda como características a abordagem exploratória e descritiva. As pesquisas de âmbito exploratório permitem a obtenção geral de um determinado fato, por vezes pouco estudado. A pesquisa exploratória tem como objetivo “proporcionar mais familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou construir hipóteses”.

Então aqui está dada a largada para mais esta aventura. Em breve retorno para contar sobre essa minha investigação.

Pesquisa Exploratória

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A pesquisa exploratória objetiva proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses, tendo como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Ela pode ser feita em relação a qualquer conteúdo que se queira. Hoje o meu objeto de estudo é a prosperidade financeira e eu preciso fazer esse tipo de pesquisa.

Na pesquisa bibliográfica seguiram-se os seguintes passos:

  1. a) Leitura de reconhecimento do material bibliográfico – consistiu em um momento de incursão em bibliotecas e bases de dados computadorizadas para a localização de obras relacionadas ao tema.
  2. b) Leitura exploratória – também se constitui em uma leitura cujo objetivo é verificar se as informações e/ou dados selecionados interessam de fato para o estudo; requer conhecimento sobre o tema, domínio da terminologia e habilidade no manuseio das publicações científicas.
  3. c) Leitura seletiva – procura determinar o material que de fato interessa, relacionando- o diretamente aos objetivos da pesquisa. Momento de seleção das informações e/ou dados pertinentes e relevantes, quando são identificadas e descartadas as informações e/ou dados secundários.
  4. d) Leitura reflexiva ou crítica – estudo crítico do material orientado por critérios determinados a partir do ponto de vista do autor da obra, tendo como finalidade ordenar e sumarizar as informações ali contidas. É realizada nos textos escolhidos como definitivos e busca responder aos objetivos da pesquisa.
  5. e) Leitura interpretativa – é o momento mais complexo e tem por objetivo relacionar as ideias expressas na obra com o problema para o qual se busca resposta. Implica na interpretação das ideias do autor, acompanhada de uma inter-relação destas com o propósito do pesquisador. Requer um exercício de associação de ideias, transferência de situações, comparação de propósitos.

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